Dois garotos sorridentes

Estudo identifica prioridades na redução da mortalidade infantil

Pesquisadores usam dados passados para prever tendências clínicas e geográficas na mortalidade infantil até 2035.

Contexto

Os dados das tendências para causas de mortalidade infantil são essenciais para informar as prioridades para melhorar a sobrevida infantil até e além de 2015. Nós relatamos o cenário de mortalidade infantil por estimativa de causa de 2000 a 2013 e específico para a causa para 2030 e 2035.

Métodos

Estimamos as distribuições de causas de mortalidade infantil separadamente para neonatos e crianças entre 1 e 59 meses. Para gerar frações de mortalidade específicas para a causa, incluímos novos registros de vitalidade e dados verbais de autópsia. Usamos dados de registros de vitalidade em países com sistemas adequados de registro. Aplicamos modelos de múltiplas causas com base no registro de vitalidade a países com baixa mortalidade, abaixo de cinco anos, mas com registros inadequados de vitalidade, e atualizamos os modelos de múltiplas causas com base nos dados verbais de autópsia a países com alta mortalidade. Usamos números atualizados de mortes de crianças para encontrar o número de mortes por causa. Aplicamos dois cenários para encontrar a mortalidade específica por causa em 2030 e 2035.

Achados

Tendências clínicas e geográficas na mortalidade infantil até 2035

Das 6,3 milhões de crianças que morreram antes dos cinco anos em 2013, 51,8% (3,257 milhões) morreram por causas infecciosas e 44% (2,761 milhões) morreram no período neonatal. As três principais causas são
complicações de parto prematuro (0,965 milhão [15,4%, faixa de incerteza (UR) 9,8−24,5]; UR 0,615—1,537 milhão), pneumonia (0,935 milhão [14,9%, 13,0—16,8]; 0,817—1,057 milhão) e complicações durante o parto (0,662 milhão [10,5%, 6,7 a 16,8]; 0,421 a 1,054 milhão). A redução na pneumonia, diarreia e sarampo foi responsável, coletivamente, pela metade de 3,6 milhões de mortes a menos registradas em 2013 em comparação a 2000. As causas de progressão mais lenta foram causas congênitas, pré-natais, sepse neonatal, lesão, entre outras. Se a tendência atual continuar, 4,4 milhões de crianças com menos de cinco anos ainda morrerão em 2030. Além do mais, a África subsaariana terá 33% dos nascimentos e 60% das mortes em 2030, em comparação a 25% e 50% em 2013, respectivamente.

Interpretação

Nossa projeção de resultados fornece exemplos concretos de como a distribuição de causas de morte em crianças poderá ficar dentro de 15 a 20 anos, para informar o estabelecimento de prioridades pós 2015. São necessárias mais evidências sobre mudanças no tempo, causas e lugares de mortes em menores de cinco anos para informar as agendas de sobrevida infantil até e além de 2015, para acabar com mortes infantis evitáveis em uma geração, e contar e dar conta de cada criança e neonato.

Fonte: www.univadis.com.br

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